Concebido, inicialmente, como um projeto fílmico que ganharia vida sob a direção
do saudoso Heath Ledger, a minissérie O Gambito da Rainha percorreu uma
extensa jornada até ganhar a benção da Netflix. Apresentando a vida de uma
xadrezista excepcional, chamada Beth Harmon, o enredo aprofunda-se no âmago
de uma personagem que transita entre o perfeccionismo, o brilhantismo e os
vícios..
Constantemente chamando a atenção dos clientes, a aba O Gambito da Rainha mais cobiçada dentro do catálogo da Netflix — o “Top 10” — tem abrigado novidades de grande qualidade, assim como produções atemporais. Entrar no rol pode, a princípio, parecer mais fácil para as estreias, no entanto, manter-se no ranking é uma façanha que poucos conseguem.
Sinopse O Gambito da Rainha:
A minissérie conta a história de Beth Harmon, uma menina órfã que se revela um prodígio do
xadrez. Mas agora, aos 22 anos, ela precisa enfrentar seu vício para conseguir se tornar a maior
jogadora do mundo. E quanto mais Beth aprimora suas habilidades no tabuleiro, mais a ideia de
uma fuga lhe parece tentadora. o gambito da rainha
Não! Você não aprenderá xadrez assistindo O Gambito da Rainha, sequer táticas especiais sobre
esse jogo milenar. É louvável ver que o roteiro não cai na armadilha de apelar para o didatismo
exacerbado — existem jargões pronunciados aqui e ali, de fato, mas nada que soe expositivo. É a
ausência de grandes explicações que despertam a curiosidade do público em compreender
detalhes cruciais referente aos métodos do xadrez.
Desse vazio explicativo surge o encanto, o gambito da rainha porque cada partida, retratada com singularidade, transmite enorme tensão para nós, deixando-nos apreensivos a cada movimento de peça sobre o tabuleiro.
É pelas mãos hábeis de Beth Harmon que o mundo de mosaico se revela a cada capítulo. A
humanização da personagem vai muito além das partidas jogadas no porão do orfanato, enquanto é criança, e dos campeonatos regionais que ela disputa indo da adolescência para a fase adulta. o gambito da rainha
Beth é uma campeã quando seu ringe é o tabuleiro, de fato, mas isso não acontece quando seu campo de batalha é a dura e implacável realidade, que desde o começo bate de frente com ela, taxando-a como uma “perdedora” — tanto no sentido pejorativo da palavra, quanto pela ótica de alguém que se vê diante de muitas perdas, materiais ou imateriais. Uma contrastante vida de derrotas e vitórias.o gambito da rainha o gambito da rainha
O
Gambito da Rainha / Netflix
Com trinta anos de idade, o texto de Allan Scott é gigante e maduro. Há três décadas, o roteirista
buscava uma oportunidade de contar sua obra em Hollywood, mas foi pela força divina
da Netflix que a história tomou forma. Scott escreveu diálogos ágeis que flertam com um humor
crítico genuíno, passam por declarações íntimas de seus personagens (expondo fraquezas e
sonhos) e chegam até um “subtexto” que constrói o tom realista da minissérie.
Quando a temática do machismo é abordada no ambiente ao qual a história se passa, por exemplo, a mão do criador não apela para um discurso panfletário que visa demonizar personagens, afim de criar “antagonistas prontos”. Muito pelo contrário, a sutileza de Allan Scott é vista na forma como ele trata cada rosto de sua história: com humanização. A bondade excessiva, a indiferença que nasce da frieza, o perfeccionismo e a competitividade são pilares que habitam o cerne de cada personagem, mostrando que falhas e virtudes podem sim ocupar o mesmo corpo, mente e alma. Afinal, o ser humano detém emoções e características multidimensionais.
Rainha
O
Gambito da Rainha / Netflix
É a partir dessa elaboração que o desenrolar da história nos brinda com personagens tão vivos. Até
mesmo os coadjuvantes, O Gambito da
Rainha que poderiam ficar à mercê da protagonista, recebem a devida atenção
em uma construção precisa e verdadeira. Em especial, Marielle Heller (que interpreta Alma
Wheatley, a mãe adotiva de Beth Harmon), conhecida por dirigir filmes como Um Lindo Dia na
Vizinhança e Poderia Me Perdoar?, aqui a veterana doa seu dom artístico em um inesquecível
trabalho na frente das câmeras.
Moses Ingram, no papel de Jolene, tem uma presença de cena avassaladora. É incrível o que a
atriz consegue fazer ao encarnar sua personagem em diferentes fases de sua vida, mostrando um
desenvolvimento crescente. Já O Gambito da
Rainha Harry Melling, famoso por infernizar a vida de Harry Potter como o
primo Duda, tem cada vez mais se mostrado um ator versátil. Suas cenas em O Diabo de Cada
Dia ainda não saíram da minha mente, e em, sua participação é tão marcante
quando o filme citado, com mais tempo de tela, é claro.
O
Gambito da Rainha / Netflix
Em 2015, quando o cineasta Robert Eggers, diretor do longa A Bruxa, presenteou Anya Taylor-
Joy com uma personagem repleta de camadas e significados, a atriz, na época com apenas 19
anos, entregou-se ao papel. Ali, nasceu uma das performances mais elogiadas no Cinema de Terror
das últimas décadas. Tamanha exaltação não é exagero, pois um ano depois Anya repetiu sua
façanha, colocando no seu currículo uma atuação inesquecível através do filme Fragmentado. E
finalmente chegamos em 2020, ano que Taylor-Joy provou sua versatilidade no filme Emma, mas
seu “xeque-mate” viria somente meses depois, em O Gambito da Rainha!
Neste recente projeto, a intérprete de Beth Harmon cresce como atriz, utilizando o olhar como tela
para pintar todos os medos e desejos que explodem dentro de sua personagem. Se o “sentido da
visão” serve como palco para Anya Taylor-Joy dar vida a sua protagonista, o silêncio amplifica
esse talento, pois é na quietude que aflora as emoções mais intensas da jogadora de xadrez. Uma
atuação contida, que torna-se grandiosa pelo detalhes de uma interpretação banhada de
naturalidade e, acima de tudo, verdadeira em cada segundo.
O
Gambito da Rainha / Netflix
Não me causará espanto se a atriz for indicada por sua atuação ao Globo de Ouro, SAG
Awards e Critics’ Choice Awards, tampouco surpresa, se porventura ela arrematar os
prêmios. Anya conquista um status admirável como atriz, pois através de O Gambito da Rainha ela
assina seu nome no mural de artistas extraordinários desta geração.
A Direção de Arte, que salta aos nossos olhos quando estamos confinados dentro das salas,
quartos e ambientes, cria uma harmonia palpável entre espaço, tempo e expressão emocional dos
personagens. Vale reverenciar como o figurino, cabelo e maquiagem transportam nossa experiência
para a décadas de 1950 e 1960. Cada tecido que compõe os trajes é como um lembrete vivo da
época. Indo além, há uma vestimenta presente no último episódio que, simbolicamente, transforma
a protagonista na “peça” da rainha do xadrez, através da cor e forma das roupas. Momento este
que fica claro todo o cuidado desse setor para compor a relação entre imagem e aspecto
psicológico dos personagens.
Quem também merece aplausos é departamento responsável pala Montagem da minissérie. Tudo é
feito com extremo cuidado, costurando tomadas contemplativas e momentos marcantes com
esplendor — especialmente nos episódios 6 e 7, cuja a organização das cenas entrega uma
dinâmica calorosa e ritmada.
O
Gambito da Rainha / Netflix
Moldando novas histórias que marcam território na nossa memória audiovisual, a Netflix entrega
um hit primoroso, que emociona, fascina e conquista nossa curiosidade. Mediante uma narrativa
astuta, eis uma história que magnetiza nosso deslumbre por esse universo quadriculado, composto
por reis, rainhas, peões e cavalos.
Crescendo com o tempo e transformando-se em um chamariz, a minissérie é uma das obras
dramáticas mais bem-sucedida do streaming. Excelente em todos os quesitos, este é um dos
poucos projetos que terá um longo tempo de vida na mente dos espectadores. Enfim, uma jogada de mestre.
Crescendo com o tempo e transformando-se em um chamariz, a minissérie é uma das obras
dramáticas mais bem-sucedida do streaming. Excelente em todos os quesitos, este é um dos
poucos projetos que terá um longo tempo de vida na mente dos espectadores. Enfim, O Gambito da
Rainha é uma jogada de mestre.
Crescendo com o tempo e transformando-se em um chamariz, a minissérie é uma das obras
dramáticas mais bem-sucedida do streaming. Excelente em todos os quesitos, este é um dos
poucos projetos que terá um longo tempo de vida na mente dos espectadores. Enfim, O da
Rainha é uma jogada de mestre.
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Rainha é uma jogada de mestre.
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Rainha é uma jogada de mestre.
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Rainha é uma jogada de mestre.
Crescendo com o tempo e transformando-se em um chamariz, a minissérie é uma das obras
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Rainha é uma jogada de mestre.
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Rainha é uma jogada de mestre.
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Rainha é uma jogada de mestre.
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dramáticas mais bem-sucedida do streaming. Excelente em todos os quesitos, este é um dos
poucos projetos que terá um longo tempo de vida na mente dos espectadores. Enfim
Veja o Desabafo da semana AQUI.
https://www.youtube.com/watch?v=cnqV3wsZlpo
Assista ao trailer:
